Me lembro bem do último passeio em família, todos reunidos e felizes.
Era um dia ensolarado e cheio, mesmo num horário que já se encaminhava para o fim da tarde. Não era um lugar cercado por prédios gigantescos – paisagem comum nas cidades grandes – e não havia uma única nuvem no céu, portanto nada atrapalhava o caminho dos raios solares agressivos que se espalhavam por toda a praia queimando as centenas de corpos e suas peles expostas.
O chão transformou-se em um grande mosaico colorido devido a enxurrada de cangas e guarda sóis das mais variadas estampas quase até a beira do mar, que ameaçava a todo instante ultrapassar o limite marcado pela fronteira entre a areia seca ainda bem quente e a areia molhada e fria.
Na água, algumas crianças aos pulinhos se refrescando e catando conchas. No céu, aves se despedindo do dia.
E eu estava bem ali, mais presente do que nunca. Dá pra acreditar?
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