Que a vida parou, todos sabem. Estranho mesmo é a oscilação de significados que essa afirmação pode receber. Aqui, por exemplo, não me refiro apenas às milhares de mortes diárias, mas a um aspecto que está mais no campo do simbólico e que é, portanto, subjetivo. Porque a vida parou (porém) em movimento. Mesmo aqueles que conseguirem sair com os menores danos, nunca mais serão os mesmos, ainda que se esforcem, pois nesse caso não se trata de uma escolha individual: tudo está diferente e igual ao mesmo tempo. Seguimos flutuando nesse rio de novas incertezas que foram adicionadas ao percurso.

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