Baú de Memórias


Ultimamente o tempo está suspenso. É difícil delimitar o início e o fim das coisas. Não é raro me pegar numa mesma posição, imóvel, horas a fio (se fosse possível, seriam dias, certamente), sem perceber. Na verdade, a sensação é de imobilidade, mas nunca estou realmente sem fazer nada – as olheiras denunciam – nunca mais descansei.
Está tudo meio automático, nós não estamos mais aqui, ficamos por aí, no refúgio de algumas lembranças. E é inevitável, em tempos como esse, ficar. É inevitável pensar no passado.

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